O estudo retrospectivo foi liderado por médicos e funcionários afiliados a quatro instituições: o Center for Medical Simulation, o Brigham and Women’s Hospital, a Harvard Medical School e a CRICO/Risk Management Foundation das Instituições Médicas de Harvard.7 Eles analisaram o desempenho de 292 obstetras e ginecologistas, todos assegurados pela mesma seguradora e que participaram de uma ou mais sessões de treinamento com simulação entre 2002 e 2019. Os treinamentos envolveram cenários obstétricos de baixa frequência, mas de alta gravidade, com foco em trabalho em equipe, comunicação e cultura organizacional. Cada treinamento foi seguido imediatamente por uma análise de desempenho.
O estudo revelou que o treinamento com simulações resultou em uma redução de quase 50% nas taxas de processos por negligência médica.
redução nas reivindicações por negligência médica durante o período do estudo.8
O estudo também revelou que participar de mais de uma sessão de simulação foi associado a uma maior redução nas taxas de reivindicações. Os médicos que participaram de três ou mais treinamentos apresentaram taxas de reivindicação pós-simulação significativamente mais baixas do que os que participaram de apenas um treinamento.
Contexto
Pesquisas já foram realizadas nessa área no passado, mas não receberam tanta divulgação.
Em 2012, a rede de hospitais Premier publicou um estudo semelhante baseado em 14 hospitais que participaram da Premier Perinatal Safety Initiative, projetada para treinar obstetras e ginecologistas e auxiliar funcionários nos procedimentos de resposta às emergências perinatais. Os 14 hospitais usaram simulações como método de treinamento. Os resultados mostraram que as reivindicações por negligência médica relacionadas a partos em 13 hospitais diminuíram 37%.9, 10